Serviços lideram geração de empregos no Piauí; veja quais áreas mais contrataram em 2026

Setores de serviços, construção civil e indústria lideraram a geração de empregos formais no Piauí, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de maio, mostra que o setor de Serviços liderou a geração de empregos formais no Piauí em 2026. O estado abriu 1.999 vagas com carteira assinada no período, registrando um dos maiores crescimentos proporcionais do emprego formal no país.

Segundo o levantamento, todos os cinco grandes setores da economia encerraram o mês com saldo positivo, indicando uma recuperação distribuída entre diferentes atividades econômicas. O destaque ficou para Serviços, que abriu 777 novas vagas, seguido pela Construção Civil, com 538 postos, Indústria, com 415, Agropecuária, com 273, e Comércio, que registrou saldo positivo de 32 empregos.

O desempenho colocou o Piauí entre os estados com maior crescimento proporcional do emprego formal no Brasil em maio. O estoque de empregos com carteira assinada cresceu 0,53% no período, índice superior ao observado em diversas unidades da federação.

Embora o Novo Caged apresente os resultados por setores econômicos, os dados revelam quais áreas mais impulsionaram as contratações. No setor de serviços, houve maior demanda por profissionais ligados à saúde, educação, transporte, logística, atendimento ao público, atividades administrativas, segurança privada e serviços especializados. Já a construção civil manteve ritmo acelerado de contratações, impulsionada por obras públicas e privadas em diferentes regiões do estado.

O perfil dos trabalhadores contratados também revela tendências do mercado de trabalho. Os jovens entre 18 e 24 anos concentraram a maior parte das novas vagas, com 1.282 admissões, enquanto pessoas com ensino médio completo responderam por 1.222 empregos formais. Os homens ocuparam 1.207 vagas, enquanto as mulheres ficaram com 792 postos de trabalho.

Na distribuição por municípios, Teresina liderou a geração de empregos formais, com 818 novas vagas, seguida por Pajeú do Piauí (504), União (342), Uruçuí (176) e São João do Piauí (151). O resultado reflete o fortalecimento de atividades ligadas aos serviços, à construção civil, ao agronegócio e aos investimentos em infraestrutura.

Para especialistas, os números confirmam uma tendência observada ao longo de 2026: o setor de serviços continua sendo o principal motor da economia piauiense. A retomada da atividade econômica, os investimentos em obras públicas, a expansão da saúde, da educação, do turismo e das energias renováveis vêm ampliando a demanda por mão de obra em diferentes regiões do estado.

Apesar do cenário positivo, economistas alertam que o desafio agora é aumentar a qualificação profissional para atender às novas exigências do mercado. Áreas como tecnologia da informação, energias renováveis, logística, saúde, construção civil e serviços especializados devem continuar entre as que mais demandarão trabalhadores nos próximos meses.

Os dados do Novo Caged reforçam que o mercado de trabalho piauiense segue em expansão, mas indicam que o crescimento sustentável dependerá de investimentos contínuos em qualificação, inovação e desenvolvimento econômico, garantindo que as novas vagas sejam acompanhadas por melhores salários, produtividade e oportunidades para os trabalhadores.

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