
Quatro pessoas foram presas suspeitas de integrar um esquema especializado na criação de cadastros falsos em um aplicativo de transporte. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e investiga a utilização de dados falsificados ou de terceiros para permitir que motoristas bloqueados pela plataforma continuassem trabalhando.
A ação, denominada Operação Last Ride, foi realizada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Três suspeitos foram presos em Sobradinho, no Distrito Federal, e outro em Rio Verde, em Goiás. Entre os detidos está o homem apontado pela polícia como principal articulador do esquema.
Segundo as investigações, o grupo mantinha centenas de cadastros irregulares e possuía uma divisão de tarefas para manter as fraudes em funcionamento. Os perfis eram criados com informações falsas ou utilizando dados de outras pessoas, ocultando a verdadeira identidade dos motoristas.
De acordo com a polícia, o esquema também representava um risco para os passageiros. Em caso de crime cometido durante uma viagem, por exemplo, o cadastro poderia estar vinculado a uma pessoa diferente de quem realmente estava dirigindo, dificultando a identificação do responsável.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos dispositivos eletrônicos, documentos e cartões bancários. O material será analisado para identificar novos cadastros fraudulentos, outros possíveis envolvidos, movimentações financeiras e eventuais vítimas.
A Justiça também determinou restrições sobre veículos relacionados aos investigados e o bloqueio de valores que possam estar ligados às fraudes.
Os quatro presos são investigados por furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, somadas, as penas máximas previstas para os crimes podem chegar a 32 anos de prisão.
