
A aguardada Ponte da Rota Bioceânica, que conectará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, está em sua fase derradeira de construção.
Iniciados em julho de 2022, os trabalhos agora concentram-se nos ajustes finos dos cabos de sustentação e na finalização das barreiras de segurança. A união das duas seções da estrutura, um marco importante, foi concluída em julho deste ano.
No lado brasileiro, as equipes trabalham na calibração da tensão dos cabos de aço e na proteção das partes metálicas da ponte. Simultaneamente, a margem paraguaia avança com a passagem de dutos para a rede elétrica sob a ciclovia e a edificação de guias de concreto.
A etapa final abrangerá a remoção dos andaimes, os retoques nos pilares de sustentação, a pavimentação das vias, a instalação de dispositivos de segurança contra colisões e suicídios, além da iluminação e sinalização.
A ponte de 1.294 metros de extensão é um componente vital do Corredor Rodoviário Bioceânico, um projeto ambicioso que visa criar uma ligação direta entre os portos do Atlântico no Brasil e os terminais do Pacífico no Chile, atravessando Paraguai e Argentina.
Dos seus 1.294 metros, 632 metros são de trecho suspenso por cabos de aço, incluindo um vão principal de 350 metros projetado para permitir a navegação de grandes embarcações no Rio Paraguai. Originalmente prevista para maio deste ano, a entrega foi postergada por motivos técnicos, e uma nova data para a conclusão ainda não foi definida.
O empreendimento, com um custo estimado em US$ 103 milhões (aproximadamente R$ 520 milhões), conta com financiamento da Itaipu Binacional pelo lado paraguaio. A obra é gerenciada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC), com execução a cargo do Consórcio Binacional PYBRA.

Infográfico resume os principais dados da ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), que está na fase final de obras
