Paciente denuncia espera por cirurgia na UPA Renascença

Uma paciente com fratura na tíbia da perna esquerda denuncia demora na transferência para cirurgia e superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Renascença, em Teresina. Francisca das Chagas Banos de Sousa relata que permanece internada, com dores e sem previsão para o procedimento. Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) atribuiu a pressão sobre a unidade ao aumento da demanda por atendimentos ortopédicos e defendeu a ampliação de leitos na rede estadual.

Francisca afirma estar internada desde 21 de outubro. Segundo ela, foi necessário procurar outras unidades de saúde antes de conseguir realizar um exame de raio-X e receber o diagnóstico da fratura. Desde a internação, os medicamentos aliviam as dores, mas a espera pelo procedimento continua.

A paciente relata que dezenas de pessoas com fraturas também aguardam cirurgia. Ela denuncia acomodações insuficientes, com pacientes e acompanhantes dormindo no chão ou em cadeiras, além da presença de pacientes nos corredores.

Ainda segundo Francisca, há apenas duas cadeiras de banho e três cadeiras de rodas disponíveis, o que obriga os pacientes a se revezarem no uso dos equipamentos.

Outra reclamação é a falta de informações sobre o andamento da regulação. A paciente afirma que as posições na fila de espera mudam sem que os motivos sejam explicados. Ao buscar respostas sobre a transferência, diz receber apenas a orientação de aguardar a liberação de uma vaga.

Confeiteira autônoma e mãe de três filhos menores, Francisca relata que a internação também compromete a rotina e o sustento da família. Segundo ela, as crianças estão sob os cuidados da avó, que é idosa, e deixaram de frequentar a escola durante esse período.

Em resposta, a FMS informou que a UPA Renascença registra aumento expressivo de atendimentos ortopédicos, principalmente em decorrência de acidentes de trânsito e quedas. O órgão reconheceu que a demanda impacta a disponibilidade de leitos e o fluxo de atendimento.

A fundação afirmou que há vítimas de trauma que precisam de procedimentos ortopédicos em hospitais como HUT, HGV, HPM e HU. Segundo a FMS, todos permanecem em acompanhamento assistencial enquanto aguardam vagas para transferência.

Na nota, o órgão destacou que o HUT é a única referência da capital para urgência e emergência de alta complexidade e recebe pacientes de Teresina e de todo o Piauí. Diante da demanda, a fundação cobrou a ampliação da oferta de leitos de retaguarda pela rede do Governo do Estado.

A manifestação não apresenta prazo para as transferências nem esclarece as reclamações sobre a quantidade de cadeiras de rodas, cadeiras de banho e as condições de acomodação dos pacientes.

 

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