
crédito: Jonas Pereira/Agência Senado
A disputa pelo comando do Senado Federal já movimenta os bastidores de Brasília, com parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificando as articulações para garantir a liderança a partir de 2027.
Entre os nomes em disputa estão o senador Rogério Marinho, do PL‑RN, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e a senadora Tereza Cristina, do PP‑MS, enquanto o atual presidente, Davi, da União‑AP, trabalha para ampliar sua base de apoio e assegurar a permanência no cargo.
A ofensiva enfrenta o obstáculo da falta de consenso sobre quem liderar a disputa. Marinho representa a ala mais ligada ao bolsonarismo e busca transformar o protagonismo da campanha em força política no Congresso, enquanto Tereza Cristina aparece como alternativa capaz de dialogar com setores da direita e do centro, especialmente entre parlamentares ligados ao agronegócio.
Nos bastidores, a fragmentação das candidaturas pode favorecer Alcolumbre, que aposta na interlocução construída com diferentes bancadas para garantir os votos necessários à recondução, preservando alianças que ultrapassam a divisão entre governistas e oposicionistas.
O comando do Senado é estratégico para a próxima legislatura, pois além de definir a pauta de votações, o presidente da Casa exerce influência sobre a tramitação de indicações para tribunais superiores, autoridades do Executivo e outras decisões de interesse do Palácio do Planalto.
Para a oposição, conquistar a cadeira significaria ampliar o poder de pressão sobre o novo mandato de Lula, consolidando sua capacidade de influenciar as políticas do governo.
Com informações de: Estado de Minas
