Mulheres que cuidam de pessoas com deficiência podem receber apoio psicológico gratuito pelo SUS

João Risi/Ministério da Saúde.

Mulheres do Piauí que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem receber atendimento psicológico gratuito e online pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço também contempla mulheres em situação de violência e pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.

A iniciativa do Ministério da Saúde integra o programa Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres e tem capacidade de oferecer até 100 mil teleatendimentos mensais em todo o país. O objetivo é ampliar o acesso ao acompanhamento psicológico, especialmente para mulheres que enfrentam dificuldades para conciliar os cuidados familiares com a própria saúde.

O atendimento é realizado por psicólogas capacitadas para acolher mulheres em situações de vulnerabilidade e identificar necessidades de acompanhamento especializado. Cada usuária pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo, conforme avaliação da equipe.

Para solicitar o serviço, a interessada deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital utilizando a conta gov.br. Em seguida, precisa selecionar a opção “Miniapps” e procurar o serviço “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.

Após o cadastro, a usuária será direcionada à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde deverá informar se vive ou já viveu uma situação de violência ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.

Segundo o Ministério da Saúde, a equipe responsável entrará em contato em até 24 horas para que a mulher escolha a data e o horário da consulta.

Os atendimentos são disponibilizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Durante o acompanhamento, as profissionais também poderão identificar situações que necessitem de outros serviços de saúde. Quando necessário, a paciente poderá ser encaminhada para continuidade do cuidado na rede pública, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

A medida busca reduzir barreiras enfrentadas por mulheres que, devido às responsabilidades familiares, nem sempre conseguem procurar atendimento psicológico presencial.

O serviço está disponível em todo o Brasil, incluindo os municípios piauienses, e não exige pagamento pelas consultas.

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