
A endocrinologista Suemi Marui, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e Rosa Paula Biscolla, da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), revelaram no programa “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (12) que aproximadamente 50% da população pode desenvolver nódulos na tireoide, uma condição comum associada ao envelhecimento, que pode afetar até 70% dos idosos.
Apesar da alta incidência, apenas uma pequena parcela desses nódulos, entre 5% e 10%, representa um risco de câncer, conforme apontado por Biscolla.
As especialistas enfatizaram que o câncer de tireoide frequentemente não apresenta sintomas. No entanto, sinais como o surgimento rápido de um nódulo duro, aumento de gânglios no pescoço, rouquidão ou dificuldade para engolir devem ser investigados.
A hereditariedade também foi discutida: o carcinoma papilífero e folicular, os tipos mais comuns, são considerados familiares apenas em casos com três ou mais parentes afetados.
Já o carcinoma medular, mais raro e com maior potencial metastático, tem origem genética em 25% dos casos, exigindo testes em familiares de primeiro grau caso a mutação seja identificada no paciente.
Durante a entrevista, foram abordados distúrbios tireoidianos que afetam mais mulheres, como o hipotireoidismo, que causa lentidão metabólica, e o hipertiroidismo, que acelera o organismo. Sintomas como raciocínio lento, retenção de líquidos e fadiga podem indicar hipotireoidismo, enquanto irritabilidade, sudorese excessiva e perda de peso acentuada são sinais de hipertiroidismo.
A tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que pode levar ao hipotireoidismo, e a importância da suplementação de iodo, especialmente na gravidez, também foram temas de debate no programa.
Com informações de: CNN
