Menino cego de 13 anos abraça Lula e revela sonho de ser presidente

Daniel, de 13 anos, defende que jovens participem mais da política//O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o estudante Daniel Vidal Moura, no Palácio do Alvorada. Foto: lulaoficial/Instagram

Em um breve, mas marcante encontro de 50 segundos, Daniel Vidal, um estudante de 13 anos com deficiência visual, conseguiu expressar sua admiração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos.

A oportunidade, vivenciada do lado de fora do Palácio da Alvorada, permitiu que Daniel, acompanhado de seu pai, Fernando Moura, de 46 anos, agradecesse pelas políticas públicas e manifestasse um desejo pessoal:

“Queria dizer a ele que quero ser presidente também”. A emoção tomou conta do jovem, que não hesitou em faltar à sua aula de futebol para participar da homenagem ao presidente, mesmo sabendo que não teria tempo para expor todas as suas ideias.

Daniel, que possui menos de 5% de visão devido à Amaurose Congênita de Leber, diagnosticada precocemente, é um exemplo de estímulo e engajamento. Ele acredita que o governo deveria incentivar a participação política de jovens de todas as idades e defende a criação de um ministério dedicado às pessoas com deficiência, ressaltando as precárias condições de acessibilidade que enfrenta diariamente.

“Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária”, lamenta, citando exemplos como pisos irregulares, falta de rampas e elevadores em prédios e dificuldades no transporte público. Sua visão é clara: o Brasil precisa evoluir significativamente nesse aspecto.

O estudante, que utiliza um teclado em braille para seus estudos, é incentivado por seus pais, Raquel Vidal, 45, e Fernando Moura, a se aprofundar em temas como história, geopolítica e economia. “Nós líamos para ele desde que nasceu. Ele nunca parou de se interessar sobre o mundo”, relata a mãe.

Essa dedicação se reflete em suas observações sobre o país, como a saída do Brasil do Mapa da Fome e a menor taxa de desemprego desde 2015. Daniel e sua família também combatem ativamente o preconceito, incluindo o capacitismo e o racismo, temas que são discutidos abertamente em casa e que o jovem explora em seus estudos sobre a história brasileira e suas consequências.

Ele defende a importância da participação jovem na política, mesmo antes da idade de votar, e a necessidade de cobrar do governo o cumprimento de promessas e a transformação do Brasil em um país desenvolvido.

O estudante Daniel Vidal Moura ao lado dos pais Raquel Vidal e Fernando Moura. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Com informações de: AGBR

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