
Em um breve, mas marcante encontro de 50 segundos, Daniel Vidal, um estudante de 13 anos com deficiência visual, conseguiu expressar sua admiração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos.
A oportunidade, vivenciada do lado de fora do Palácio da Alvorada, permitiu que Daniel, acompanhado de seu pai, Fernando Moura, de 46 anos, agradecesse pelas políticas públicas e manifestasse um desejo pessoal:
“Queria dizer a ele que quero ser presidente também”. A emoção tomou conta do jovem, que não hesitou em faltar à sua aula de futebol para participar da homenagem ao presidente, mesmo sabendo que não teria tempo para expor todas as suas ideias.
Daniel, que possui menos de 5% de visão devido à Amaurose Congênita de Leber, diagnosticada precocemente, é um exemplo de estímulo e engajamento. Ele acredita que o governo deveria incentivar a participação política de jovens de todas as idades e defende a criação de um ministério dedicado às pessoas com deficiência, ressaltando as precárias condições de acessibilidade que enfrenta diariamente.
“Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária”, lamenta, citando exemplos como pisos irregulares, falta de rampas e elevadores em prédios e dificuldades no transporte público. Sua visão é clara: o Brasil precisa evoluir significativamente nesse aspecto.
O estudante, que utiliza um teclado em braille para seus estudos, é incentivado por seus pais, Raquel Vidal, 45, e Fernando Moura, a se aprofundar em temas como história, geopolítica e economia. “Nós líamos para ele desde que nasceu. Ele nunca parou de se interessar sobre o mundo”, relata a mãe.
Essa dedicação se reflete em suas observações sobre o país, como a saída do Brasil do Mapa da Fome e a menor taxa de desemprego desde 2015. Daniel e sua família também combatem ativamente o preconceito, incluindo o capacitismo e o racismo, temas que são discutidos abertamente em casa e que o jovem explora em seus estudos sobre a história brasileira e suas consequências.
Ele defende a importância da participação jovem na política, mesmo antes da idade de votar, e a necessidade de cobrar do governo o cumprimento de promessas e a transformação do Brasil em um país desenvolvido.

Com informações de: AGBR
