
Reconhecido internacionalmente como a fruta de sabor mais excepcional, o mangostão, ou mangostim, já tem plantações no território brasileiro, embora em escala modesta e concentrada em poucas regiões. Originário do Sudeste Asiático, o fruto alcançou o topo de um ranking global de sabor, com a jabuticaba brasileira, em especial a variedade branca, garantindo o segundo lugar.
O cultivo nacional de mangostão abrange aproximadamente 200 hectares, com a maior parte da produção localizada no Pará e na Bahia. Pequenas áreas no Vale do Ribeira, em São Paulo, e em partes do Espírito Santo também contribuem, totalizando cerca de 2.500 toneladas anuais.
Apesar do crescimento, a oferta da fruta ainda é limitada, o que eleva seu valor de mercado. O ciclo de desenvolvimento do mangostão é longo, levando até dois anos para crescer e oito anos para começar a dar frutos, com cada árvore produzindo em média 1.500 unidades ao longo de sua vida útil.
O preço elevado do mangostão, que no varejo pode custar entre R$ 150 e R$ 200 o quilo em grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia, reflete a dificuldade e o tempo de cultivo. O valor supera o de frutas importadas como framboesas e mirtilos. Externamente, o mangostão exibe uma casca roxa escura e espessa, enquanto seu interior revela uma polpa branca, suculenta e segmentada, com um sabor agridoce e um aroma tropical que remete a uma combinação de lichia, morango, abacaxi e pêssego.
A casca é rica em xantonas, compostos bioativos com potencial anti-inflamatório, e o fruto oferece vitamina C e antioxidantes, com propriedades que auxiliam o sistema imunológico, o controle da glicemia e a saúde da pele, além de ser usado tradicionalmente em chás para problemas digestivos. As primeiras sementes chegaram ao Brasil em 1935, na Bahia, e a cultura foi oficialmente introduzida no Pará em 1942, com as primeiras árvores frutificando em 1952, algumas das quais continuam produtivas até hoje, segundo a Embrapa.

Com informações de: PORTAL-IG
