
A proximidade de datas comemorativas, como o segundo turno das eleições de 2026 neste domingo (25), traz à tona a preocupação com o uso de fogos de artifício. Os artefatos com estampido representam um sério risco para a saúde e o bem-estar de cães e gatos, cujos ouvidos mais sensíveis reagem de forma intensa aos barulhos altos.
Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o estrondo dos fogos pode desencadear em animais quadros de medo extremo, estresse agudo e desorientação, levando a alterações comportamentais significativas. Em casos mais graves, os pets podem sofrer convulsões, se acidentar ao tentar fugir desesperadamente ou até mesmo vir a óbito devido às complicações geradas pelo trauma.
Além das questões de saúde, o susto provocado pelos fogos pode levar os animais a tentar escapar de suas casas, resultando em travessias perigosas em ruas movimentadas ou ferimentos ao buscarem refúgio. A situação se agrava quando os animais estão desacompanhados ou em locais desprotegidos durante os eventos sonoros.
Especialistas recomendam que os tutores assegurem um ambiente seguro para seus animais, mantendo portas e janelas fechadas e oferecendo um espaço tranquilo para que possam se sentir protegidos. É crucial evitar que fiquem acorrentados ou expostos em varandas durante a queima de fogos.
Para animais que apresentem reações severas, a busca por um médico-veterinário é fundamental. O uso de medicamentos para controle da ansiedade deve ser estritamente sob orientação profissional.
No Piauí, a Lei Estadual nº 7.643, de 26 de novembro de 2021, já proíbe a utilização de fogos de artifício com estampido. Apenas artefatos com efeitos visuais ou ruídos de baixa intensidade são permitidos, com exceção para celebrações religiosas.
Em Teresina, a Lei Municipal nº 6.378/2026, sancionada em julho deste ano, também impõe limites ao volume sonoro dos fogos, proibindo aqueles que ultrapassam 70 decibéis a 100 metros de distância. O descumprimento pode acarretar multas que variam de R$ 1 mil a R$ 8 mil para reincidentes.
A vulnerabilidade aos ruídos intensos não se restringe aos animais. Pessoas idosas, crianças com sensibilidade auditiva e indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) também sofrem com os efeitos negativos desses sons.
Diante deste cenário, o CFMV incentiva a adoção de alternativas visuais silenciosas para as comemorações, garantindo que as celebrações ocorram sem prejudicar a segurança e o bem-estar de animais e pessoas mais suscetíveis ao barulho.
Com informações de: blogdopessoa
