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Na manhã desta segunda-feira (26/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi formalmente intimado pela Polícia Federal para a entrega de seus passaportes e para cumprir a determinação de não deixar o território nacional. A abordagem ocorreu enquanto o parlamentar se dirigia à residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após deixar seu condomínio em Brasília.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro atribuiu a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a declarações feitas por seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Recentemente, em entrevista nos Estados Unidos, Eduardo incentivou o senador a questionar o resultado das urnas e a considerar a saída do país caso perdesse as eleições.
O senador Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos em andamento no STF. Um deles investiga supostas operações de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e o advogado Willer Tomaz, com a apuração iniciada na PF do Rio Grande do Sul e posteriormente remetida ao STF devido ao foro privilegiado do parlamentar.
O segundo inquérito apura o financiamento do filme “Dark horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. A medida de retenção de passaportes visa, conforme a PF, prevenir tentativas de fuga, citando o caso do deputado cassado Alexandre Ramagem, que utilizou a fronteira com a Guiana para deixar o Brasil antes de uma condenação.
Paralelamente, na última sexta-feira, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens associados a Willer Tomaz, além da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial. A PF identificou movimentações financeiras atípicas e suspeita que empresas de apostas estejam sendo usadas para ocultar recursos.
A investigação aponta para viagens e contatos comerciais entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. As apurações revelaram que o senador possuía acesso privilegiado “master” a uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado, e examinam transações de cerca de R$ 130 milhões realizadas entre março e maio de 2025 em uma conta associada a Tomaz.
A defesa de Willer Tomaz contesta as decisões judiciais, considera o bloqueio desproporcional e nega que Flávio Bolsonaro operasse contas da Alcazar. O senador, por sua vez, reitera sua inocência e afirma que sua relação com o advogado é estritamente pessoal.
Com informações de: Estado de Minas
