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Caminhão dos Correios
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) encerrou a paralisação dos funcionários dos Correios nesta quinta-feira (24), determinando o retorno imediato às atividades a partir de sexta-feira (25). A
Corte avaliou que a greve, deflagrada em 10 de setembro, não configurou abuso, e por isso, os dias paralisados não serão descontados, mas sim compensados pelos trabalhadores posteriormente. Além disso, o TST rejeitou o pleito da empresa para que a paralisação fosse declarada ilegal.
A decisão acata um reajuste salarial de 4,09%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto.
Este mesmo percentual será aplicado a benefícios vinculados ao salário, como o vale-refeição e a bolsa-creche. Uma significativa alteração também foi aprovada para o plano de saúde dos empregados: os Correios deixarão de ser os mantenedores do plano, assumindo os riscos financeiros.
As regras vigentes permanecerão em vigor até que um novo modelo seja estabelecido, sendo o plano de saúde o ponto central de discórdia nas negociações.
O julgamento, retomado nesta quinta após uma suspensão de três dias, foi interrompido na segunda-feira (21) para permitir que os sindicatos analisassem a documentação apresentada pela empresa.
A greve teve início após o fracasso das negociações, e durante o período de paralisação, o TST já havia estabelecido a obrigatoriedade de manter 80% da força de trabalho ativa.
As entidades sindicais se reunirão após a decisão para organizar os procedimentos de retorno às atividades.
Com informações de: PORTAL-IG
