Engenheiro investigado por morte de motociclista em Teresina tem liberdade concedida

O acidente ocorreu no cruzamento entre as avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, em Teresina.

O engenheiro civil Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos, obteve nesta quarta-feira (16) a liberdade provisória em Teresina, Piauí, após decisão favorável em habeas corpus. Ele estava detido desde 16 de março, um dia após ter sido preso em flagrante sob suspeita de atropelar e causar a morte do motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos.

O trágico incidente ocorreu no cruzamento das avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, onde imagens de segurança registraram o momento em que o veículo conduzido por Ângelo colidiu com a moto de Dias, que estava parada no semáforo.

A concessão da liberdade foi formalizada na terça-feira (15) pela 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), atendendo a um pedido da defesa do engenheiro.

A argumentação apresentada pela defesa apontava para a falta de fundamentação adequada da prisão preventiva, que teria se baseado genericamente na necessidade de manter a ordem pública e na gravidade do caso, além de possível influência da repercussão midiática do acidente. Em contrapartida, o Ministério Público Superior havia se posicionado pela manutenção da prisão do engenheiro.

O acidente que vitimou Edson Barbosa Dias ocorreu na manhã de 15 de março. A motocicleta foi atingida pela parte traseira pelo carro de Carlos Eduardo enquanto aguardava no semáforo, sendo arrastada por mais de 40 metros, segundo informações do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran).

Testemunhas relataram que o veículo do engenheiro trafegava em alta velocidade. Após a colisão, Ângelo foi detido em flagrante e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva no dia 16 de março, e o Ministério Público apresentou denúncia por homicídio qualificado em 1º de abril. A Justiça recebeu a denúncia e manteve a prisão preventiva em 8 de abril, mas o processo segue em curso.

É importante ressaltar que a decisão do Tribunal sobre o habeas corpus se limitou a analisar a legalidade da prisão preventiva, e a soltura não implica em qualquer juízo sobre a culpa ou inocência de Carlos Eduardo Marques Ângelo.

Com informações de: rede clube

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