
O democrata Isaiah Martin defendeu publicamente, na última quinta-feira (29), que membros da família Bolsonaro sejam expulsos dos Estados Unidos assim que Donald Trump deixar a presidência.
Através de suas redes sociais, Martin expressou descontentamento com a presença do senador Flávio Bolsonaro no país e levantou suspeitas sobre o possível uso de verbas públicas americanas para garantir sua segurança.
Martin reagiu a uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro na quarta-feira (28), na qual o senador agradecia ao presidente americano pela recepção. O democrata afirmou que a decisão de receber Flávio foi exclusivamente de Trump, e não um gesto do povo americano.
“O povo americano não fez nada; seu marionetista, Trump, fez. Nós não o queremos aqui”, declarou Martin, criticando a gratidão manifestada pelo senador. Ele também questionou se o dinheiro dos contribuintes americanos estaria sendo empregado para cobrir os custos da estadia e proteção de Flávio, argumentando que tais recursos deveriam ser priorizados para áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O político americano acusou os republicanos de concederem privilégios a Flávio e pediu uma investigação sobre quaisquer gastos com a segurança do senador. Martin sugeriu que, caso os democratas alcancem a maioria no Congresso, o financiamento para tais despesas seria suspenso.
Apesar das alegações, não foram apresentadas evidências concretas de que o governo dos EUA estivesse custeando despesas pessoais ou uma estrutura de segurança especial para Flávio Bolsonaro. Além disso, Martin comentou a tentativa de Flávio de se apresentar como presidente eleito do Brasil, apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, escrevendo em resposta a uma publicação do senador: “você será deportado”.
Para Martin, essa postura representa uma contestação antidemocrática do resultado eleitoral, inaceitável nos Estados Unidos. Vale notar que Flávio Bolsonaro alterou sua carta após repercussão negativa, substituindo a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” por “líder do Brasil”. Em outra publicação, Martin defendeu que uma eventual deportação não ocorresse em jatinho particular, mas sim “algemado e acorrentado no meio da noite por helicóptero brasileiro”.
Com informações de: Congresso em Foco
