Degradação do solo: 18% do Brasil em risco de desertificação

Degradação do solo já coloca cerca de 18% do território nacional em situação de vulnerabilidade; Caatinga está entre as áreas mais afetadas.

Cerca de 18% do território brasileiro encontra-se em estado de vulnerabilidade à desertificação, uma ameaça que compromete a segurança hídrica e alimentar de aproximadamente 39 milhões de pessoas.

Diversas comunidades, incluindo sertanejos, agricultores e povos indígenas, já sentem os impactos dessa degradação, impulsionada tanto por ações humanas quanto pelas alterações climáticas.

A região Nordeste concentra os casos mais preocupantes, mas o problema também se estende ao norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

O bioma Caatinga emerge como o mais severamente afetado, com 11% de seu solo em condição crítica e quase metade de sua vegetação original perdida.

Apesar disso, a Caatinga desempenha um papel crucial na mitigação das mudanças climáticas, sendo responsável pelo armazenamento de 72% do carbono presente no solo. Para reverter esse quadro, o Programa Recaatingar planeja restaurar 10 milhões de hectares nos próximos 20 anos.

Em resposta à crise, iniciativas como o Programa Recaatingar e ações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) buscam reverter o processo.

A ASA, por exemplo, promove a implementação de tecnologias para captação de água e o uso de práticas agrícolas sustentáveis, com destaque para a construção de cisternas e o fortalecimento da agricultura familiar, visando garantir o acesso à água potável e a manutenção de métodos de cultivo resilientes.

A discussão sobre soluções para o enfrentamento da desertificação será um dos focos da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que ocorrerá na Mongólia.

Com informações de: portal cidade luz

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA