
crédito: José Cruz/ Agência Brasil
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (5/11), em meio a uma grave crise bancária deflagrada pela falência do Ueno Bank.
A instituição, uma das maiores do país e com 2,9 milhões de clientes, teve sua quebra seguida por forte descontentamento popular e revoltas, culminando no processo de impeachment contra o chefe de Estado.
Diante do cenário, até mesmo aliados de Peña indicaram apoio ao afastamento, o que sinalizava uma aprovação unânime da acusação de responsabilidade do presidente no suposto desvio de recursos públicos para o banco.
O agravamento da crise ao longo da semana incluiu a prisão de oito executivos ligados ao Ueno Bank, protestos em frente às agências e o anúncio do fechamento da instituição, que entrará em recuperação judicial.
Na véspera, o presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, nomeado por Peña, já havia deixado o cargo. O presidente renunciante, por sua vez, era investidor da holding controladora do Ueno Bank até março de 2025.
Santiago Peña, conservador, assumiu a Presidência em agosto de 2023, estendendo por mais cinco anos o domínio do Partido Colorado, no poder há quase sete décadas, com a exceção do governo de Fernando Lugo (2008-2012), que sofreu impeachment.
O escândalo abala a imagem do Paraguai como destino de investimento estrangeiro na América do Sul, especialmente para o Brasil, prejudicando a reputação de crescimento e conquista de grau de investimento, apesar das críticas sobre corrupção e influência política sobre o Judiciário e empresas.
Com informações de: Estado de Minas
