
A inauguração da nova Central de Diagnóstico de Teresina marca mais um passo na estratégia de ampliação e descentralização dos serviços de saúde no Piauí. Instalada no complexo de saúde que está sendo estruturado na área da antiga Maternidade Dona Evangelina Rosa, a unidade foi entregue nesta terça-feira pelo Governo do Estado com a proposta de ampliar o acesso da população a consultas especializadas e exames complementares, reduzindo filas e o tempo de espera por atendimento.
Durante a solenidade, o governador Rafael Fonteles afirmou que o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) depende da atuação integrada entre municípios, Estado e Governo Federal. Segundo ele, a nova estrutura foi concebida para oferecer mais agilidade, conforto e segurança aos pacientes que necessitam de acompanhamento especializado.
“O objetivo é fortalecer as consultas especializadas e os exames complementares para que as pessoas tenham acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento”, declarou o governador.
De acordo com Rafael Fonteles, já foram investidos R$ 20 milhões na implantação da Central de Diagnóstico. Outros R$ 20 milhões estão sendo aplicados na segunda etapa do complexo, destinada aos serviços de saúde mental e geriatria, totalizando R$ 40 milhões em obras e equipamentos.

O governador informou ainda que o investimento total previsto para o complexo chegará a R$ 40 milhões, incluindo obras de infraestrutura e aquisição de equipamentos. Atualmente, o Piauí conta com 12 centrais de diagnóstico em funcionamento e outras quatro unidades estão previstas para os municípios de Oeiras, São Raimundo Nonato, Uruçuí e Campo Maior.
A coordenadora da Central de Diagnóstico, Ilana Pimentel, afirmou que a unidade já iniciou os atendimentos e foi planejada para desafogar outros pontos da rede pública. Segundo ela, a prioridade é garantir diagnóstico precoce, acolhimento e atendimento humanizado aos usuários.
Além da central, o complexo de saúde receberá novos serviços especializados. Entre eles está uma unidade de coleta do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), ampliando os pontos de doação de sangue em Teresina.
O espaço também abrigará centros voltados para atendimento em geriatria e saúde mental. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Dirceu Campêlo, a expectativa é que toda a estrutura complementar esteja disponível para a população até o mês de outubro.

O complexo reunirá uma policlínica, central de exames, centro de atendimento à pessoa idosa, unidade de saúde mental e um posto do Hemopi. O governador ressaltou que um dos maiores desafios da saúde pública não é apenas a construção das estruturas, mas a garantia do funcionamento permanente dos serviços.
“É importante fazer a obra e adquirir os equipamentos, mas o maior desafio é garantir o custeio para manter tudo funcionando. O complexo completo exigirá mais de R$ 1 milhão por mês para operação”, destacou.
A iniciativa integra um plano mais amplo de descentralização dos serviços de diagnóstico em todo o estado. Segundo o governador, 12 centrais de exames já foram implantadas em municípios piauienses e outras quatro unidades serão entregues nas cidades de Oeiras, São Raimundo Nonato, Uruçuí e Campo Maior. A meta é chegar a 28 centrais distribuídas pelas microrregiões do estado.
A proposta é garantir que a população encontre, a menos de 100 quilômetros de distância de sua residência, serviços como raio-X digital, ultrassonografia, mamografia, tomografia e outros exames fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças.
A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, também destacou a importância da ampliação da rede de atendimento e defendeu uma atuação conjunta entre os gestores públicos para fortalecer o SUS.
“Precisamos cada vez mais de diálogo, integração e união de forças para ampliar a oferta de serviços e garantir um atendimento mais eficiente à população”, afirmou.
Rafael Fonteles ressaltou ainda que o avanço da saúde pública depende da integração dos sistemas de regulação e do aperfeiçoamento dos equipamentos já existentes. Para ele, o foco deve estar na melhoria contínua dos serviços prestados aos usuários do SUS.
“O desafio é integrar os serviços e fazer com que eles funcionem cada vez melhor para atender quem mais precisa”, concluiu.
