
Desde que entrou em funcionamento, em 2024, a Casa da Mulher Brasileira, em Teresina, já contabilizou mais de 43 mil atendimentos a mulheres em situação de violência. A unidade, localizada na zona Norte da capital, opera de forma gratuita e ininterrupta, com atendimento disponível 24 horas por dia.
O espaço foi criado para reunir, em um único endereço, diferentes serviços voltados à proteção e assistência feminina, permitindo que vítimas encontrem apoio imediato sem a necessidade de deslocamento entre diversos órgãos.
Situada na Avenida Roraima, no bairro Aeroporto, a unidade recebe mulheres sem necessidade de marcação prévia. Após o primeiro acolhimento, os casos são avaliados e encaminhados conforme a demanda apresentada.
Entre os atendimentos oferecidos estão suporte psicológico e social, assistência jurídica, registro de ocorrência policial e encaminhamento para serviços de saúde e assistência social. Em situações de risco, também pode ser disponibilizado acolhimento temporário.
A estrutura reúne instituições que atuam diretamente na rede de proteção, como Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e Juizado especializado, o que permite acelerar procedimentos relacionados a medidas protetivas.
A Casa da Mulher Brasileira registra média de aproximadamente 40 atendimentos por dia e dispõe ainda de brinquedoteca para crianças acompanhadas pelas mães, além de ações voltadas à qualificação profissional e fortalecimento da autonomia financeira das usuárias.
Canais gratuitos auxiliam vítimas de violência
Além do atendimento presencial, mulheres podem buscar orientação e denunciar casos de violência por meio do telefone 180, canal nacional de apoio que funciona durante todo o dia.
No Piauí, também está disponível o serviço “Ei, mermã, não se cale!”, acessado pelo número 0800 000 1673, com suporte ampliado via WhatsApp para situações emergenciais.
A coordenação da unidade informou ainda que novos serviços vêm sendo incorporados ao espaço, incluindo atendimento remoto na área da saúde e emissão de documentos. A previsão é que a rede de acolhimento seja ampliada para outros municípios piauienses nos próximos anos.
