
Em 2025, o Brasil registrou alarmantes 18,5 mil óbitos causados pelo câncer de próstata, o que representa uma média de 50 mortes diariamente. Os dados, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com base em informações do Ministério da Saúde, indicam uma tendência de crescimento da doença, com um aumento de 20% nas fatalidades em comparação com uma década atrás.
A estimativa para este ano aponta para mais de 77 mil novos diagnósticos, consolidando o câncer de próstata como o tipo mais comum entre os homens no país.
A SBU ressalta que, quando detectada em estágio inicial, a doença apresenta 90% de chances de cura. No entanto, os sintomas só se manifestam em fases mais avançadas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Sinais como sangue na urina ou sêmen, alterações na frequência urinária, fluxo fraco ou interrupções ao urinar, disfunção erétil e dores ósseas podem indicar a progressão do tumor.
O presidente da SBU, Roni Carvalho Fernandes, enfatiza a importância da busca ativa e do rastreamento, alertando que a espera pelos sintomas pode comprometer as chances de cura.
A campanha Novembro Azul, promovida pela SBU, visa conscientizar a população masculina sobre os riscos e a necessidade de cuidados preventivos. Fernandes destaca uma mudança cultural positiva, com homens buscando informações e consultas urológicas com mais naturalidade, embora o desafio da detecção precoce permaneça significativo.
O rastreamento recomendado envolve exames de PSA e toque retal, com biópsia em caso de suspeita. Homens a partir de 50 anos são orientados a procurar um urologista, e a recomendação se estende para os 45 anos para grupos de risco, como negros, obesos e com histórico familiar.
Com informações de: AGBR
