Cadeirante piauiense conquista público com obras de arte em resina

O artista rodeado por suas peças na zona rural

O nome Enílson Monteiro já começa a ganhar espaço no cenário artístico do Piauí, mesmo que ainda seja desconhecido do grande público. Com um ateliê afastado do centro de Teresina, o artista plástico produz peças que chamam atenção pela qualidade e originalidade, combinando a beleza natural de seu espaço com a superação dos desafios pessoais. Filho de uma família humilde de Teresina, Monteiro iniciou sua trajetória artística com os irmãos, vendendo jarros em um negócio familiar, e hoje domina técnicas que o tornam referência no uso da resina, material que representa 90% de suas obras.

Puma de resina criado no capricho pelos hábeis do artista

Entre suas criações, uma adaptação da arte japonesa dos Três Macaquinhos se destaca: em vez dos animais, Monteiro representou mulheres negras, simbolizando a importância da África para a humanidade. A resina, além de conferir leveza ao processo criativo, oferece resistência superior ao gesso e maior durabilidade, dispensando cuidados constantes. Suas obras abrangem temas como arte sacra, esportes e natureza, sempre com um toque pessoal e reflexivo.

Uma adaptação da arte japonesa dos micos que não falam, escutam e vêem

A trajetória de Enílson Monteiro é marcada por superação. Há oito anos, um acidente de motocicleta o tornou tetraplégico, e desde então ele vive sozinho em uma casa simples no loteamento de José de Freitas, sem adaptações estruturais na estrada que leva até o local. Ele mesmo prepara suas refeições, lava suas roupas e, esporadicamente, recebe visitas dos irmãos, que mantêm com ele apenas uma relação funcional.

Coruja; símbolo da sabedoria pelos dedos e mente de Enílson Monteiro
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