Brasil garante 20 mil doses de vacina contra mpox para reforço do SUS

Ministério da Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra mpox

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (4), a autorização para a aquisição de até 20 mil doses do imunizante contra a mpox. A compra será intermediada pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), visando fortalecer os estoques nacionais e assegurar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é de caráter preventivo e busca ampliar a disponibilidade da vacina de acordo com a evolução da situação epidemiológica e as demandas estaduais.

Embora o Brasil tenha registrado uma queda expressiva de 94% nos casos de mpox em 2026, com 665 confirmações, em comparação aos mais de 10 mil casos de 2022, o Ministério da Saúde ressalta a importância da vigilância contínua. A circulação do vírus ainda exige ações de prevenção e controle, além da manutenção de um reservatório de vacinas para atender eventuais necessidades.

A vacinação contra a mpox no país prioriza indivíduos vivendo com HIV/aids e com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³, grupo considerado de maior risco para complicações graves. O esquema vacinal é de duas doses, com intervalo de 28 dias, e os interessados devem buscar os Centros de Referência para cadastro e agendamento. Doses remanescentes poderão ser destinadas a outros grupos de risco, como pessoas com HIV/aids e CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de PrEP e profissionais de laboratório. A vacinação pós-exposição é recomendada em até 14 dias após o contato com casos suspeitos ou confirmados, com maior eficácia nos primeiros quatro dias.

A mpox, causada pelo vírus MPXV, é transmitida principalmente entre pessoas através do contato direto com lesões, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. Os sintomas, que surgem entre três e 21 dias após a infecção, incluem febre, inchaço dos gânglios, dores e lesões na pele que evoluem de manchas a feridas com pus e crostas. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, como o PCR, a partir de amostras das lesões. A transmissão pode ocorrer até a completa cicatrização das lesões, exigindo acompanhamento médico e medidas de isolamento para evitar a propagação.

Com informações de: MS

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