BPC: 30 anos de proteção evitaram 571 mil mortes e 13 milhões de internações

Auxílio é pago a idosos e PCD de baixa renda desde 1996

Um levantamento preliminar, conduzido por um grupo de 13 cientistas do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), aponta que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) teve um impacto significativo na saúde pública brasileira ao longo de três décadas. A pesquisa, que ainda aguarda revisão por pares, estima que o programa foi responsável por evitar 571 mil óbitos e cerca de 13 milhões de internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, liderada por Daniella Medeiros Cavalcanti, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), detalha que um aumento de 1% na cobertura do BPC resultou em uma diminuição de 2,9% nas internações, 0,6% nas mortes e 3,9% nos anos de vida saudável perdidos, conforme medido pelo indicador DALY. Este último métrica avalia a carga de doenças e incapacidades na população, indicando que os beneficiários do BPC experimentaram um envelhecimento com maior qualidade de vida e menos agravos à saúde.

Além dos benefícios diretos à saúde, o estudo também ressalta a eficiência econômica do programa, calculando que cada real investido no BPC gerou uma economia de R$ 3,81 para os cofres públicos. O programa, instituído em 1996, é um dos maiores sistemas de pensão social não contributiva da América Latina, beneficiando atualmente cerca de 6,6 milhões de brasileiros com um salário mínimo mensal. A pesquisa também revelou um impacto positivo na mortalidade infantil, com uma redução de 5% em crianças de 0 a 4 anos a cada aumento percentual de beneficiários, possivelmente devido ao papel de avós como cuidadores principais em famílias de menor renda, evidenciando a distribuição do auxílio entre todos os membros da família.

Com informações de: AGBR

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA