
Lucélia Maria da Conceição Silva, 53 anos, busca na Justiça a retomada de um benefício mensal de um salário mínimo e meio, concedido pelo Governo do Piauí, mas que durou apenas dois meses.
A pensão era um auxílio financeiro essencial para a reconstrução de sua vida após um período de prisão e acusação de envenenamento de duas crianças, de 7 e 8 anos, em 2024.
A alegação era de que cajus teriam sido contaminados, mas um laudo pericial posterior descartou a presença de veneno, levando à sua absolvição pela Justiça em outubro de 2025.
A prisão de Lucélia desencadeou uma revolta na comunidade de Parnaíba, litoral do Piauí, onde sua casa foi apedrejada e incendiada por moradores. A perda de seu lar agravou ainda mais sua situação, tornando a vida “muito sofrida” e afetando seu sono, conforme relatou em entrevista à Rede Clube.
A falta da pensão, que auxiliaria nas despesas cotidianas, intensifica essa dificuldade.
O advogado Samai Cavalcante, que representa Lucélia, explicou que a pensão foi solicitada como uma medida provisória dentro de um processo indenizatório contra o Estado do Piauí, orçado em mais de um milhão de reais, cobrindo danos materiais e morais.
Ele também mencionou que outra ação tramita em segunda instância no Tribunal de Justiça do Piauí, buscando uma decisão liminar para garantir o sustento de sua cliente enquanto o caso judicial avança. A decisão inicial de conceder a pensão foi da Vara da Fazenda Pública, mas o benefício foi suspenso após um recurso da Procuradoria, segundo a defesa.
Com informações de: rede clube
