UPA do Renascença enfrenta superlotação, demora e falta de profissionais, denunciam pacientes

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Renascença, na zona Sudeste de Teresina, enfrenta um cenário de superlotação, longas filas e déficit de profissionais, sobretudo na área de ortopedia. Pacientes ouvidos pelo Portal Atualize relataram esperas superiores a sete horas, dificuldades até para procedimentos simples.

Segundo denúncias recebidas pela reportagem, a demanda crescente não tem sido acompanhada pelo número de profissionais disponíveis. A situação mais crítica ocorre no setor de ortopedia, onde pacientes aguardam atendimento, avaliações médicas e retirada de talas por longos períodos.

Além da demora, usuários relataram desconforto dentro da unidade. Funcionários teriam informado que aparelhos de ar-condicionado estão quebrados, agravando a situação para quem já enfrenta horas de espera.

A lavradora Maria do Amparo contou que passou a madrugada na unidade acompanhando o filho, que apresentava febre alta, vômitos e dores abdominais. Segundo ela, mesmo após exames e medicação intravenosa, o atendimento permaneceu lento.

“Cheguei por volta das 21h e saí quase 2h da manhã. Voltei às 7h para pegar os exames e até agora nada. Meu filho continua vomitando, com febre e dor de barriga. Disseram que o resultado não era urgência”, relatou.

Outro paciente, o gerente Felipe Vieira, afirmou que aguardou cerca de sete horas para receber atendimento ortopédico após uma fratura. Ele relatou que chegou à unidade no início da tarde e só conseguiu ser atendido no período da noite.

“Fiquei esperando porque diziam que o profissional estava chegando. Quando pensei em ir embora, já perto das 20h40, finalmente fui atendido”, disse.

Felipe retornou posteriormente para retirada da tala e avaliação médica sobre possível encaminhamento para fisioterapia. Segundo ele, a expectativa era de encontrar um atendimento mais ágil, mas a demora persistia.

Pacientes também afirmaram que a insuficiência de profissionais tem comprometido até procedimentos considerados simples, como troca de curativos e retirada de imobilizações.

As denúncias reforçam reclamações recorrentes sobre a sobrecarga nas unidades de urgência da capital, especialmente em períodos de alta procura por atendimento médico.

Em resposta, a FMS informou que os atendimentos seguem acontecendo, mas justificou a demora pela alta demanda na unidade. Solicitou ainda maior apoio dos hospitais do Governo do Estado do Piauí sediados em Teresina, para oferecer respostas mais rápidas a população.

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