
A orientação para preparar uma mochila de emergência com água, alimentos, medicamentos e documentos é uma medida preventiva e não representa um aviso de tragédia iminente. O esclarecimento é do diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, após a repercussão da recomendação da Defesa Civil Nacional nas redes sociais.
“Não tem nenhuma tragédia à vista. É apenas um protocolo de segurança”, afirmou. Segundo o diretor, a proposta é estimular a organização das famílias para que estejam mais preparadas para situações emergenciais.
Werton explicou que a orientação envolve dois conceitos: percepção de risco e cultura de prevenção. O primeiro consiste em reconhecer as ameaças às quais uma pessoa está exposta e compreender que determinadas situações exigem cuidados.
Entre os exemplos, ele citou a exposição ao sol, à radiação ultravioleta, às temperaturas extremas e à baixa umidade. No período chuvoso, mencionou riscos relacionados a alagamentos, enxurradas, inundações, chuvas intensas, vendavais e descargas elétricas.
Já a cultura de prevenção, conforme o diretor, envolve transformar essa consciência em organização e preparo. Nesse contexto, reunir itens essenciais em uma mochila faz parte das medidas para enfrentar uma emergência com mais segurança.
Werton ressaltou que a preparação da população deve acompanhar o trabalho dos órgãos públicos, que envolve emissão de alertas, monitoramento e organização da logística de atendimento. Para ele, a participação dos moradores é necessária para fortalecer a resposta às situações de crise.
“Nós só conseguimos ser mais fortes quando estamos juntos”, declarou.
O diretor também afirmou que a educação preventiva já é trabalhada em escolas do Piauí por meio de ações da Defesa Civil. Ele orientou a população a receber as recomendações com tranquilidade e a participar das iniciativas de prevenção, incorporando o preparo para emergências aos cuidados com a segurança da família.
