
Feirantes que atuam no Mercado do Peixe, localizado na Avenida Carlos Jansen, em Timon, denunciam condições precárias de trabalho, falta de estrutura e queda nas vendas.
Segundo os trabalhadores, o local apresenta problemas antigos, como infiltrações, sujeira, ausência de equipamentos básicos e improvisos na rede elétrica, o que aumenta o risco de acidentes.
O permissionário Francisco, que trabalha no mercado há mais de 12 anos, relata que a situação se agrava durante o período chuvoso. De acordo com ele, quando chove, a água chega a cerca de meio metro dentro do galpão, dificultando o trabalho e afastando clientes.
Além das dificuldades estruturais, os feirantes afirmam que a falta de higiene e conservação tem impactado diretamente nas vendas, inclusive em períodos de maior procura, como a Semana Santa.
Valdenil, outro trabalhador do local, afirma que o movimento caiu drasticamente nos últimos anos. Segundo ele, há dias em que a venda não chega a poucos quilos de peixe, o que compromete a renda dos permissionários.
Ao todo, cerca de 12 trabalhadores atuam no mercado e dependem exclusivamente da atividade para sustentar suas famílias. Muitos relatam que já trabalharam em outro ponto da cidade, onde o fluxo de clientes era maior, antes de serem transferidos para o atual espaço.
Os feirantes também cobram uma solução definitiva do poder público e afirmam que o local não oferece condições adequadas para comercialização de alimentos. Eles destacam a falta de pias para higienização, estrutura comprometida e riscos no teto do galpão.
Nota da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Timon informou que o contrato referente ao espaço do Mercado Bernardo Lopes de Araújo foi desfeito, com as tratativas alinhadas entre as partes envolvidas.
Segundo o município, o processo será concluído até o final desta semana, com a realocação dos permissionários para a Ceasa. A gestão afirma ainda que a medida já foi acordada com os trabalhadores.
A Prefeitura também destacou que o espaço permanecerá inativo e reforçou o compromisso com a melhoria das condições de trabalho, garantindo que o remanejamento será feito de forma planejada.


