
A reforma do Estádio Municipal Portelão, em Castelo do Piauí, continua sem previsão de início mesmo após a emissão da ordem de serviço pelo Governo do Estado. O motivo do impasse seria a ausência da assinatura do termo de cooperação técnica por parte da Prefeitura Municipal, documento considerado necessário para o avanço da obra.
A ordem de serviço foi emitida pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e prevê investimento de R$ 1.129.982,87 na reforma do campo de futebol do município. O recurso é integralmente estadual, sem contrapartida financeira da prefeitura. O prazo de execução previsto é de 180 dias.
O atraso no início da obra gerou críticas entre desportistas e lideranças políticas locais, principalmente devido às condições estruturais do estádio, que há anos enfrenta desgaste e abandono. O Portelão é considerado um dos principais espaços esportivos de Castelo do Piauí e frequentemente recebe reclamações da população.

A articulação do investimento contou com apoio do governador Rafael Fonteles, do deputado estadual Flávio Nogueira Júnior e do vereador Leandro Apolônio, citado por aliados como uma das lideranças que atuaram na viabilização do recurso.
Segundo o documento oficial da Seinfra, a empresa Freitas & Freitas Serviços e Obras Ltda foi contratada para executar os serviços após concorrência eletrônica realizada pelo Estado. A assinatura da ordem de serviço ocorreu em 12 de maio de 2026.
O caso também ampliou o embate político no município. Integrantes da oposição acusam a gestão do prefeito Junior Abreu de dificultar o avanço da obra por razões políticas. As críticas ocorrem em meio a outras reclamações relacionadas à infraestrutura local, como estradas vicinais deterioradas, escolas municipais com necessidade de manutenção e a reforma do Hospital Nilo Lima ainda sem conclusão.
