
Os medicamentos vendidos no Brasil poderão ter novos preços a partir de 1º de abril, conforme atualização anual autorizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. No Piauí, a mudança deve impactar principalmente quem depende de uso contínuo.
O reajuste segue uma divisão por níveis de mercado. Medicamentos com maior concorrência, como os genéricos, têm limite de aumento de até 4,6%. Produtos com concorrência intermediária podem subir, em média, até 3,25%. Já os remédios com pouca oferta no mercado têm teto de reajuste de até 1,9%.
Os percentuais definidos não são obrigatórios. Eles funcionam como limite máximo, e cabe às indústrias decidir se vão aplicar o aumento e em qual proporção, desde que respeitem o Preço Máximo ao Consumidor.
Na prática, o consumidor pode encontrar diferenças de preços entre farmácias, já que cada estabelecimento adota políticas próprias de descontos e margem de lucro.
A estimativa do setor é que o reajuste médio nacional fique em torno de 2,2%, abaixo da inflação e dos custos da indústria. O resultado é influenciado pela fórmula de cálculo adotada pela CMED, que considera fatores como produtividade e concorrência.
Alguns produtos ficam fora da regra geral, como fitoterápicos, medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência e itens homeopáticos.
A atualização anual segue critérios previstos na Lei nº 10.742/2003 e leva em conta a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o índice acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026 foi de 3,81%.

