
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quarta-feira (30), o policial militar Vinícius Costa Silva, acusado de matar Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, com um disparo de arma de fogo. O caso aconteceu em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo.
Larissa foi encontrada morta dentro do banheiro da residência, no dia 6 de setembro. O policial está preso temporariamente e é investigado pela morte.
Em depoimento, Vinícius afirmou que chegou em casa por volta das 6h e conversou com Larissa sobre o fim do relacionamento. Segundo a versão apresentada pelo PM, após a discussão, ele foi dormir e acordou ao ouvir um disparo.
O policial disse ainda que encontrou Larissa ferida no banheiro e acionou o socorro. A arma utilizada no disparo seria de propriedade particular dele e, conforme o depoimento, ficava em uma cômoda no quarto do casal.
Perícia aponta trajetória do disparo
A trajetória da bala é um dos principais elementos analisados pela investigação. Segundo a perícia, o tiro atingiu o lado esquerdo da cabeça de Larissa e atravessou o corpo de trás para a frente e da esquerda para a direita.
Os investigadores avaliam que essa dinâmica seria incompatível com a hipótese de suicídio, especialmente pelo fato de Larissa ser destra. A conclusão, no entanto, ainda depende da análise conjunta de outros vestígios e exames periciais.
Laudo aponta 14 hematomas
Um laudo médico-legal identificou 14 hematomas nas mãos, nos pés e nas pernas da vítima. O exame também registrou cabelos soltos presos à calça de Larissa.
A origem das lesões ainda é investigada. Para os investigadores, os vestígios podem indicar que houve uma luta antes do disparo, mas essa possibilidade ainda precisa ser confirmada pelas demais provas.
Cães farejadores também foram utilizados no imóvel em busca de possíveis vestígios de sangue. O banheiro estava limpo e um galão de água sanitária foi encontrado dentro do box.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, peritos classificaram a cena como “estranha” e pouco compatível com as versões apresentadas até o momento.
Investigação continua
Os investigadores ainda devem analisar os exames residuográficos e toxicológicos, a trajetória do disparo, os depoimentos e as mensagens trocadas por Larissa antes da morte.
O conjunto das provas deverá ajudar a esclarecer a dinâmica da morte e determinar se houve homicídio, suicídio ou outra circunstância ainda não esclarecida.
Vinícius Costa Silva é investigado e foi denunciado pelo Ministério Público, mas ainda não foi condenado. A responsabilidade criminal será definida pela Justiça após o devido processo legal.
