Incêndio danifica banco de fruteiras da Embrapa em Teresina

Um incêndio atingiu cerca de 90% do banco de fruteiras nativas da Embrapa Meio-Norte, em Teresina, segundo o chefe-geral da unidade, Anísio Lima. As chamas danificaram uma coleção formada ao longo de mais de 40 anos de pesquisa. O fogo começou na segunda-feira (5) e voltou a se espalhar na terça-feira (6).

O banco ocupa dez hectares e reúne plantas de bacuri, cajá, chichá e mangaba, utilizadas nos estudos da instituição. Anísio relatou a queima de exemplares importantes para a conservação do material genético dessas espécies e a morte de animais silvestres.

O combate mobilizou o Corpo de Bombeiros, o Exército Brasileiro e a equipe da Embrapa. Na entrevista, o chefe-geral informou que o fogo havia sido controlado, mas as equipes continuavam em alerta e realizavam o rescaldo para impedir o surgimento de novos focos.

Sobre a causa, Anísio relatou que as equipes de combate apontaram indícios de uma possível ação intencional. A suspeita ainda precisa ser apurada. A instituição pretende adotar medidas jurídicas e administrativas para investigar as circunstâncias do incêndio e buscar a responsabilização de eventuais envolvidos.

A unidade fica no bairro Buenos Aires, na zona Norte da capital. Segundo o gestor, as chamas permaneceram durante a noite após o início do incêndio. Mesmo depois do primeiro controle, quatro novos focos surgiram por volta do meio-dia do dia seguinte, e o fogo voltou a ganhar grandes proporções.

Na estimativa apresentada por Anísio, menos de 20% da área total da Embrapa foi atingida. Ele ressaltou, porém, que os danos se concentraram em espaços de relevância científica, o que amplia o impacto sobre as pesquisas.

Para recuperar as áreas afetadas, a direção buscará apoio da sede da Embrapa, em Brasília, e de representantes públicos que possam viabilizar recursos. A prioridade é reparar os danos e apoiar a recuperação do patrimônio genético utilizado nos estudos.

O chefe-geral também defendeu ações de educação ambiental voltadas às famílias que vivem no entorno da unidade. Ele pediu à população que não queime lixo nem vegetação e ressaltou a necessidade de mobilização da sociedade para prevenir novos incêndios.

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