
Luiz Roberto/TSE – 09.12.2025
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu nesta manhã a determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que havia ordenado o bloqueio do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.
A plataforma, que conta com cerca de 3,3 milhões de seguidores e é utilizada para organizar a mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições, permanecerá no ar.
A suspensão inicial, solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), baseava-se na alegação de que o canal estaria sendo empregado para a disseminação de conteúdo falso contra o candidato adversário.
No entanto, o ministro Cueva considerou que as provas apresentadas não eram suficientes para justificar uma medida tão drástica. “Não identifico, nos elementos regularmente submetidos à apreciação desta Corregedoria, suporte probatório suficiente para justificar a suspensão integral do canal ‘Exército do Lula’”, declarou o corregedor em sua decisão.
A liberação do canal é provisória e o caso agora será levado ao plenário do TSE para análise urgente, com expectativa de julgamento em até 24 horas. A divergência entre os ministros surge em um contexto onde o corregedor já analisava um pedido semelhante desde 7 de outubro.
A apresentação de um novo pedido à Presidência do TSE, apenas 41 minutos após o ministro Cueva solicitar documentação complementar, gerou questionamentos sobre a tramitação e as competências dentro do tribunal.
O corregedor ressaltou que a forma como os documentos foram apresentados à Presidência, sem serem devidamente incorporados à investigação original, demanda uma definição do plenário sobre os procedimentos e deveres das partes em processos judiciais.
Antes da decisão do corregedor, o presidente Lula havia criticado publicamente a suspensão, classificando-a como “absurda” e tendenciosa. Por outro lado, Flávio Bolsonaro reiterou as acusações de disseminação de notícias falsas e cobrou agilidade da Justiça Eleitoral. O deputado André Janones, administrador do canal, nega o uso para fins de desinformação, afirmando que o objetivo é a organização e orientação de apoiadores para a campanha.
Com informações de: R-7
