
Principal romaria foi realizada neste domingo (11)
O mês de outubro em Belém se transforma em um palco de profunda devoção, unindo fiéis e visitantes em torno do Círio de Nazaré. Mais que uma manifestação religiosa, a celebração, reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, pulsa com mais de dois séculos de história e representa um elo intrínseco com a identidade paraense e amazônica.
As origens do Círio remontam ao século 18, com a história do caboclo Plácido, que, segundo a crença popular, encontrou uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré nas proximidades do Igarapé Murutucu.
A imagem, que desaparecia e ressurgia no mesmo local, inspirou a construção de uma ermida, dando início a uma devoção que se consolidou ao longo do tempo. O historiador Márcio Neco ressalta a profunda conexão do evento com a cultura local, citando a culinária, o artesanato, as festas e as expressões de acolhimento que marcam o período.
Stephany Beatriz, universitária e devota, compartilha o significado pessoal do Círio: “Minha relação com Nossa Senhora de Nazaré começou através da minha família muito tempo atrás, desde quando eu era bem bebezinha, e foi crescendo ao longo da minha vida. Com o passar dos anos, essa devoção se tornou cada vez mais forte e hoje Nossa Senhora faz parte da minha história, da minha família e das minhas orações. Para mim, o Círio é um momento de fé, esperança e, principalmente, de gratidão por tudo aquilo que Deus e Nossa Senhora têm feito por nós.” A edição de 2026, com o tema “Maria, Mãe Missionária que nos dá Jesus”, conta com 14 procissões entre os dias 7 e 26 de outubro, culminando na grande romaria que, partindo da Catedral Metropolitana, percorre 3,6 quilômetros até a Basílica Santuário, reunindo cerca de 2,3 milhões de pessoas e contando com um esquema de segurança e apoio logístico.
Com informações de: AGBR
