Piauí em alerta: Trânsito mata em segundo pior índice nacional

O auditor também destacou a importância da habilitação dos condutores

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) sediou, na última quinta-feira (17), um debate crucial sobre a segurança viária no estado. A audiência pública, conduzida pela Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA), expôs dados alarmantes e projeções sobre a mortalidade no trânsito, enfatizando a urgência de ações eficazes para reverter o quadro preocupante.

Durante o encontro, a Divisão de Fiscalização de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (DFINFRA1) apresentou os resultados de uma auditoria detalhada sobre o tema. O levantamento visa municiar gestores públicos com informações precisas para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes e à redução de óbitos nas estradas piauienses.

Apesar da adesão do Piauí ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) em 2022, que estabelece a meta de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030, os números apresentados indicam um distanciamento significativo do objetivo.

O auditor de controle externo da DFINFRA, Matheus Guimarães, ressaltou a necessidade de diminuir a taxa de 27,37 óbitos por 100 mil habitantes para aproximadamente 14 óbitos na mesma proporção. A auditoria revelou que o Piauí ostenta o segundo pior desempenho do país entre 2020 e 2025 em mortes de trânsito em relação à sua população. Guimarães apontou o crescimento acelerado da frota veicular e o consequente aumento de acidentes como fatores contribuintes, além de destacar a importância da qualificação dos condutores e da avaliação das condições de segurança viária municipais. Ao final, representantes de diversos órgãos públicos e instituições, incluindo a conselheira do TCE-PI Flora Izabel, o promotor de Justiça Rafael Nogueira e o diretor Bruno Cavalcanti, debateram estratégias para fortalecer as políticas de segurança viária e alcançar as metas do PNATRANS.

Com informações de: TCE-PI

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