
Uma operação integrada das forças de segurança do Piauí resultou no cumprimento de 25 ordens judiciais e na prisão de nove pessoas, na manhã desta sexta-feira (17), em Luís Correia, no litoral do estado. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa com atuação no município e faz parte das estratégias de combate às facções criminosas.
Coordenada pela Delegacia Seccional de Luís Correia, a operação reuniu equipes das Polícias Civil e Militar para cumprir 15 mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), parte dos investigados já estava recolhida ao sistema prisional.
Durante as diligências, os policiais apreenderam uma arma de fogo, munições, entorpecentes, uma balança de precisão utilizada para o fracionamento de drogas e uma quantia em dinheiro. Além das apreensões, nove suspeitos foram presos.
As investigações apontam que um dos principais alvos da operação, que possuía mandado de prisão preventiva em aberto, já havia sido preso duas vezes anteriormente por porte ilegal de arma de fogo e é investigado por integrar uma célula de uma organização criminosa que atua no litoral piauiense. Conforme a Polícia Civil, ao perceber a chegada das equipes, o suspeito tentou esconder a arma ao arremessá-la, mas o material foi localizado pelos policiais.
Outro ponto identificado durante a operação foi um imóvel utilizado, segundo as investigações, como depósito de drogas. No local, foram encontradas porções de cocaína, crack e maconha, reforçando os indícios da atuação do grupo no tráfico de entorpecentes.
De acordo com a SSP-PI, a ofensiva foi realizada com base na nova legislação voltada ao enfrentamento das organizações criminosas e contou com a participação de diversas unidades especializadas, entre elas a Superintendência de Operações Integradas (SOI), a Diretoria de Operações de Trânsito (DOT), a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), equipes da Força Tática e da 2ª Companhia Independente de Operações Aéreas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo na região.

