Na Páscoa, brasileiro troca ovo pela barra e bacalhau pelo salmão

Ovos de Páscoa | Reprodução Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Páscoa de 2026 deve marcar uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, impulsionada principalmente pela alta de preços. A tendência é de substituição de itens tradicionais por opções mais acessíveis, tanto nas refeições quanto nos produtos típicos da data.

No cardápio, o bacalhau, historicamente protagonista, perde espaço para pescados mais baratos e versáteis. Entre eles, o salmão e a tilápia ganham destaque, além de opções populares como sardinha, cavalinha e corvina. A praticidade no preparo e o melhor custo-benefício têm influenciado diretamente a escolha dos consumidores.

A procura por peixes frescos deve crescer durante o período da Quaresma, refletindo uma mudança de perfil: o consumidor busca variedade, economia e facilidade, sem deixar completamente de lado as tradições.

Mesmo assim, o bacalhau segue presente, mas com adaptações. Há maior procura por versões em lascas ou já dessalgadas, que costumam ter preços mais acessíveis e preparo mais simples.

Chocolate perde protagonismo dos ovos

Na sobremesa, a mudança é ainda mais evidente. Os tradicionais ovos de Páscoa deixam de ser o principal item de consumo, dando lugar a barras e bombons, que já representam uma parcela significativa das vendas no período.

Mais baratos e versáteis, esses produtos atendem tanto o consumo familiar quanto a produção de doces para venda, especialmente entre pequenos empreendedores que aproveitam a data para gerar renda extra.

Ao mesmo tempo, cresce a oferta de chocolates com maior valor agregado, como versões recheadas e linhas premium, ampliando as opções para diferentes perfis de consumidores.

Pequenos negócios ganham espaço

A Páscoa também movimenta o setor informal e os pequenos negócios. A produção artesanal de chocolates tem crescido, impulsionada pela busca por alternativas mais econômicas e personalizadas.

Com isso, aumenta a procura por insumos como barras de chocolate, recheios e formas, utilizados na fabricação caseira. A data se consolida, assim, como uma oportunidade de renda para quem aposta na produção própria.

Outro movimento observado é a concentração das compras nos dias que antecedem o feriado, exigindo maior planejamento por parte do comércio para atender à demanda.

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