
A Polícia Civil do Piauí encerrou a investigação sobre uma série de furtos que abalaram sete residências em um condomínio na capital, ocorridos no final de julho de 2026.
A apuração revelou uma operação orquestrada por no mínimo três indivíduos, que exploravam acessos secundários e áreas com menor vigilância por câmeras.
Os criminosos utilizavam vestimentas que cobriam o corpo, luvas e adereços para ocultar suas identidades, subtraindo bens de valor como joias, relógios de luxo, eletrônicos, dinheiro em diversas moedas e até armas de fogo.
A investigação avançou com a identificação de um morador do próprio condomínio, apontado como o responsável por fornecer apoio logístico aos executores.
Com base nas evidências coletadas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito e mandados de busca e apreensão, que foram deferidos.
Em depoimento após a prisão, o morador confessou ter buscado os outros dois criminosos na rodoviária de Teresina, facilitado o acesso deles ao condomínio e, após os crimes, os transportado de volta à rodoviária com as mercadorias roubadas. Ele também admitiu ter ficado com um relógio de luxo e moeda estrangeira obtidos na ação.
Diante dessas novas informações, a Polícia Civil pediu a conversão da prisão temporária em preventiva, pedido que foi aceito pelo Poder Judiciário.
O morador permanece detido e à disposição da justiça. Durante as diligências, foram apreendidos relógios compatíveis com os furtos, um veículo e celulares. Em outro local alvo das buscas, munições foram encontradas, gerando um processo criminal separado.
Paralelamente, outras três pessoas foram presas em Timon, Maranhão. Um dos detidos em Timon era foragido por um assalto a um empresário em 2024, em Altos, e outro já possuía antecedentes por roubo a banco. A investigação conseguiu detalhar a execução dos crimes, o papel do morador preso e a participação dos criminosos que realizaram os furtos, reunindo provas para a responsabilização criminal de todos os envolvidos.

Com informações de: SSP-PI
