
O jornalista e militante de esquerda Oscar de Barros criticou o presidente da Fecomércio-PI, Valdeci Cavalcanti, após declarações sobre a economia do Piauí e o impacto de programas sociais. Em resposta, ele questionou a transparência sobre a remuneração do dirigente à frente de entidades do Sistema S.
A reação ocorre após Valdeci afirmar, em vídeo, que “apenas 300 mil pessoas trabalham com carteira assinada” no estado e questionar “quem paga essa conta”, ao se referir ao financiamento de benefícios sociais. Para Oscar de Barros, o raciocínio precisa incluir também a estrutura de instituições empresariais.
“Quanto o senhor recebe para comandar o Sesc no Piauí? Se não recebe salário, há outros proventos? Quem paga esses custos?”, questionou o jornalista, ao inverter o argumento apresentado pelo dirigente.
Na crítica, Oscar também rebate a expressão utilizada por Valdeci de que parte da população “vive às custas de quem produz”. Segundo ele, o debate sobre economia e assistência social deve vir acompanhado de transparência em entidades que operam com recursos oriundos de contribuições.
As declarações de Cavalcanti também incluíram críticas à proposta de jornada de trabalho no modelo 5×2, que, segundo ele, pode elevar custos para empresas e pressionar preços de produtos básicos. O empresário chegou a afirmar que aumentos seriam repassados ao consumidor.
O posicionamento de Oscar de Barros amplia o debate e estabelece um contraponto direto às falas do presidente da Fecomércio-PI, trazendo para o centro da discussão não apenas os dados econômicos, mas também a gestão e o financiamento de instituições do Sistema S.
O embate expõe visões divergentes sobre economia, papel do Estado e relações de trabalho, e adiciona à discussão pública um novo ponto de tensão – a cobrança por transparência na administração de entidades ligadas ao setor produtivo.
