
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, consolidou nesta sexta-feira (29) um relatório que aponta o ex-presidente Juscelino Kubitschek como vítima da ditadura militar. A conclusão, chancelada pela maioria dos membros do colegiado com seis votos favoráveis e uma abstenção, refuta a versão oficial da época de que JK teria falecido em um acidente de carro em 1976.
Com a validação do documento, a CEMDP buscará a retificação da certidão de óbito de Juscelino Kubitschek, em conformidade com a Resolução CNJ 601/2024. A relatora Maria Cecília Adão, que investiga o caso desde novembro de 2024, baseou suas conclusões em um conjunto de evidências públicas, incluindo um inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2019.
O MPF, em nota, destacou que a alegação de que um ônibus teria colidido na traseira do veículo de JK, justificando a fatalidade do acidente, não corresponde aos fatos. Embora a Comissão Nacional da Verdade tenha, em seu momento, descartado a possibilidade de um atentado, comissões estaduais de São Paulo e Minas Gerais, assim como a comissão municipal de São Paulo, já haviam apontado para a hipótese de um assassinato político como causa da morte do ex-presidente.
Com informações de: AGBR
