Idoso passa a noite em cadeira na UPA do Promorar por falta de leito

 

Um homem de 65 anos passou a noite sentado em uma cadeira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, na zona Sul de Teresina, mesmo em estado delicado de saúde e com fortes dores após uma cirurgia recente. A família denuncia que ele não conseguiu um leito para internação e aguarda transferência para o Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Francisco, que é diabético e hipertenso, foi submetido a um procedimento cirúrgico no HGV há cerca de duas semanas. Segundo familiares, ele recebeu alta no dia seguinte, mas voltou a apresentar complicações nos dias seguintes. A incisão cirúrgica, que vai da virilha até o joelho e tem cerca de 40 pontos, infeccionou. Além das dores intensas, ele também apresenta inchaço no pé.

Diante do agravamento do quadro, a família tentou levá-lo novamente ao HGV, mas foi informada de que não havia leitos disponíveis. A orientação recebida foi procurar uma unidade mais próxima. Na UPA do Promorar, ele foi atendido e medicado, mas permaneceu sem vaga para internação.

De acordo com a sobrinha, Adriana Bastos da Silva, a situação gerou angústia e revolta. Sem leito disponível, Francisco precisou permanecer a noite inteira sentado em uma cadeira, sentindo dores, enquanto aguardava uma transferência.

A família relata ainda que os corredores da unidade estavam lotados e que a equipe informou não ter mais como avançar no atendimento enquanto o paciente não for regulado para o hospital de referência. A preocupação maior é com o risco de agravamento da infecção e a necessidade de acompanhamento adequado por conta das comorbidades.

A diretoria da UPA chegou a manter contato com o HGV, mas, segundo a família, a resposta foi a mesma: não havia leitos disponíveis para receber o paciente naquele momento.

Sem alternativa, parentes recorreram à imprensa na tentativa de dar visibilidade ao caso e conseguir agilidade na transferência. A expectativa é que Francisco seja encaminhado o quanto antes para uma unidade hospitalar onde possa receber o tratamento necessário e ter acompanhamento médico adequado.

Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a transferência do paciente. O espaço segue aberto para manifestação do Hospital Getúlio Vargas e da Fundação Municipal de Saúde.

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