
O Piauí registrou 18,11% de mulheres vivendo sem cônjuge e responsáveis pela criação dos filhos, percentual acima da média nacional de 13,5%, segundo dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo IBGE. O levantamento aponta que 7,8 milhões de brasileiras vivem nessa configuração familiar no país. Sergipe lidera o ranking nacional, com 21,61%, seguido da Bahia (20,4%) e do Amapá (20,23%).
Os dados mostram o crescimento da monoparentalidade feminina nas últimas décadas. Em 2000, esse modelo representava 11,6% das unidades domésticas brasileiras. Em 2022, o índice avançou para 13,5%, consolidando-se como uma das principais configurações familiares do país.
Na região Nordeste, os números permanecem entre os mais elevados do Brasil. Pernambuco aparece com 20,13%, Ceará com 19,27%, Alagoas com 19,09%, Rio Grande do Norte com 18,52% e Paraíba com 18,33%.
O levantamento evidencia uma realidade marcada pela concentração da responsabilidade familiar nas mulheres, que, em muitos casos, acumulam sozinhas o sustento financeiro, os cuidados domésticos e a criação dos filhos.
Especialistas apontam que fatores como separações, abandono parental, vulnerabilidade econômica e mudanças nas estruturas familiares brasileiras contribuíram para o crescimento desse perfil de domicílio nas últimas décadas.
O IBGE também identificou aumento entre os homens que vivem sozinhos com os filhos, embora em proporção bem menor. O percentual passou de 1,5% para 2% entre 2000 e 2022, totalizando cerca de 1,2 milhão de homens no país.
O estudo integra o Panorama do Censo 2022, plataforma do IBGE que reúne indicadores sociais, econômicos e demográficos sobre a população brasileira.

