Ex-prefeito do Piauí preso por ameaças e posse ilegal de armas

A operação contou com o apoio da delegacia de Porto, para onde o investigado foi conduzido.

Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Civil do Piauí executou uma operação com mandados de busca e apreensão na residência de Ronaldo Lages, ex-gestor de Nossa Senhora dos Remédios e ex-integrante da própria corporação policial.

A ação policial foi desencadeada a partir de denúncias que apontavam o político como utilizador de armamento para coagir e intimidar moradores da localidade. Conforme apurado pelas investigações, as desavenças teriam raízes em disputas rurais ligadas à criação de gado em suas terras.

Durante a revista, as equipes policiais encontraram e recolheram um conjunto de armas de fogo, munições de diferentes calibres e objetos que o vinculavam à Polícia Civil. As autoridades ressaltaram que Lages não possuía mais a permissão legal para portar armas, o que intensificou sua situação legal.

A operação, que contou com o suporte da delegacia de Porto, culminou com a condução do investigado àquela unidade policial, após procedimentos de exame de corpo de delito no hospital da região.

O delegado responsável pela investigação detalhou que o foco principal recai sobre a prática de intimidação ostensiva. Relatos de testemunhas descrevem que o ex-prefeito, conhecido por sua postura combativa em conflitos locais, teria confrontado vizinhos durante os desentendimentos sobre seus animais.

A gravidade das ameaças levou as vítimas a procurarem as autoridades, resultando na prisão em flagrante por posse ilegal de armamento e munição de uso restrito ou não permitido.

Apesar da prisão em flagrante, Ronaldo Lages foi liberado após o pagamento de fiança definida pela autoridade policial em Porto. O caso, contudo, permanece sob investigação para determinar a ocorrência de outros crimes, como coação no curso do processo ou abuso de autoridade, considerando seu histórico na segurança pública estadual.

O material apreendido será submetido a perícia técnica para subsidiar o inquérito a ser encaminhado ao Poder Judiciário.

Com informações de: GP1

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA