
Na manhã de domingo, 13 de setembro de 2026, um conjunto de ex‑ministros, economistas, empresários e membros da sociedade civil publicou uma carta em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
Os signatários destacam as medidas adotadas por Fachin e afirmam que elas são essenciais para preservar a autoridade da Corte. Eles pedem uma investigação rigorosa e imparcial das acusações que surgiram nas últimas semanas, com o objetivo de restaurar a confiança nas instituições e proteger a democracia.
Além disso, os autores defendem reformas urgentes no STF. Entre as propostas, estão o fortalecimento da colegialidade, a garantia de julgamentos imparciais, a prevenção de conflitos de interesse, a definição de padrões de conduta mais rígidos e o aumento da transparência e do controle social sobre a Corte.
O contexto atual de crise, que se iniciou há cerca de duas semanas após a divulgação de conversas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, levou à acusação de improbidade administrativa contra André Mendonça e à retirada de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
Fachin, em resposta, retirou Moraes da relatoria e agendou sessões plenárias extraordinárias: a de 15 de setembro, para avaliar uma investigação sobre as supostas relações entre Moraes e Vorcaro, e a de 23 de setembro, para analisar um pedido de investigação contra Mendonça.
Na carta, os signatários reafirmam que a apuração e a responsabilização daqueles que violaram a lei são indispensáveis para a recuperação da confiança institucional e que a Corte não pode ser dominada por interesses pessoais, políticos ou econômicos que ameacem a democracia constitucional.
Entre os assinantes, destacam‑se Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr, José Eduardo Cardozo, Pérsio Árida e Eugênio Bucci.
Com informações de: AGBR
