
A Polícia Civil do Piauí concluiu, nesta quinta-feira (5), o inquérito sobre o assassinato da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Miranda de Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz, mortos a tiros no dia 27 de agosto, no Centro de Teresina.
O acusado é o ex-marido de Penélope, Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 35 anos, que foi preso em flagrante no dia do crime. Ele foi indiciado por feminicídio majorado, no caso de Penélope, e por homicídio qualificado, pela morte de Thiciano, com quatro agravantes: motivo torpe, impossibilidade de defesa, meio cruel e perigo comum.
Além disso, a investigação reconheceu que um taxista, identificado como Paulo César Lopes Pereira, que estava próximo ao local, também foi vítima de tentativa de homicídio qualificado.
Crime premeditado e relação abusiva
De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo inquérito, os elementos reunidos confirmam que o crime foi premeditado. A polícia apurou que Francisco estava de plantão em Parnaíba e se deslocou a Teresina após descobrir que Penélope e Thiciano estavam juntos.
Testemunhas relataram que Penélope vivia um relacionamento marcado por abusos psicológicos e perseguições por parte do ex-companheiro. Apesar de separados há cinco meses, Francisco mantinha condutas de vigilância e chegou a difamar a vítima em grupos sociais. O inquérito também revelou que ele já mantinha outro relacionamento quando cometeu o crime.
Repercussão e próximos passos
A morte de Penélope Brito e do vereador Thiciano Ribeiro causou forte comoção em Parnaíba e em todo o estado. O caso expôs mais uma vez a vulnerabilidade das mulheres em contextos de violência doméstica e a necessidade de reforçar mecanismos de proteção contra abusadores.
Com a conclusão do inquérito, o processo segue agora para o Ministério Público do Piauí, que deverá oferecer denúncia formal contra Francisco.

