
Dois encontros reservados entre as principais lideranças da base governista no estado marcaram uma tentativa de reorganizar o bloco político diante dos ruídos recentes. Participaram das articulações o governador Rafael Fonteles, o ministro Wellington Dias, o senador Marcelo Castro e o deputado federal Júlio César.
O principal ponto em discussão foi o alinhamento das candidaturas ao Senado, considerado hoje o eixo mais sensível da pré-campanha majoritária. Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido Social Democrático (PSD) tentam demonstrar, na prática, que superaram o desconforto causado pelo fim do acordo cruzado que organizava as disputas proporcionais nas eleições anteriores.
Nos bastidores, a leitura é clara: a unidade precisa deixar de ser discurso e virar gesto político concreto. As reuniões, realizadas a portas fechadas, resultaram em uma estratégia que busca alinhar desde a cúpula até as bases partidárias, com o objetivo de reduzir tensões internas e evitar fragmentação.
A pré-campanha entra, assim, em uma fase de teste de coesão. Mais do que definir nomes, o desafio passa a ser sustentar um bloco unido em um ambiente onde divergências ainda existem – e onde qualquer fissura pode custar caro na largada da disputa eleitoral.

