
A eleição deste domingo (4) fortaleceu no Senado o grupo que defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Levantamento divulgado pelo Metrópoles nesta segunda-feira (5) aponta que ao menos 49 parlamentares da composição prevista para 2027 já se manifestaram a favor da medida. O número fica cinco abaixo dos 54 votos necessários para uma condenação por crime de responsabilidade.
A relação inclui candidatos eleitos e senadores que ainda têm mandato. Entre os nomes estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL e eleitas pelo Distrito Federal, além de Guilherme Derrite (PP), eleito por São Paulo. O PL conquistou 19 vagas neste domingo e deverá formar a maior bancada da Casa, com 28 integrantes.
As manifestações favoráveis ao impeachment, contudo, não representam votos garantidos contra um ministro específico. O apoio ao instrumento de responsabilização pode envolver ressalvas e depender das acusações e das provas apresentadas em cada processo.
O avanço de eventuais denúncias também passa pelo comando do Senado. A presidência da Casa tem papel no encaminhamento dos pedidos, que precisam percorrer as etapas de análise antes de chegar à deliberação dos parlamentares. Por isso, a disputa pela direção do Senado ganha peso nas articulações sobre o Supremo.
Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo político ligado a Jair Bolsonaro considera Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) como opções para presidir a Casa. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca apoio para permanecer no cargo e, conforme o jornal, tem mantido sem avanço os pedidos contra integrantes do STF.
A Constituição estabelece que cabe exclusivamente ao Senado processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. A condenação exige o apoio de dois terços dos 81 senadores e pode resultar na perda do cargo e na inabilitação para exercer função pública por oito anos.
Neste pleito, os eleitores escolheram representantes para 54 cadeiras do Senado, equivalentes a dois terços da Casa. Os eleitos iniciarão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027, com duração de oito anos. Interview interview
