
Dados do caso Master foram acessados em delegacia de MG
Informações confidenciais de investigações da Polícia Federal (PF) envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram acessadas indevidamente a partir da Delegacia da PF em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A consulta ocorreu no contexto da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de crimes financeiros e a atuação de um grupo ligado a Vorcaro. Documentos obtidos pelo iG comprovam os acessos não autorizados ao sistema ePol, de uso exclusivo de policiais federais.
A investigação sobre a origem dos acessos indevidos levou à Delegacia de Juiz de Fora após um incidente em 15 de setembro de 2025. Na data, Luíz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome “Sicário”, teria enviado a Daniel Vorcaro uma captura de tela de uma pesquisa no sistema ePol, exibindo dados e números de investigações policiais relacionadas ao ex-banqueiro. Uma auditoria interna da PF confirmou que a consulta partiu de um computador localizado na unidade mineira.
Registros da investigação também apontam para o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que atuava na mesma delegacia antes de se aposentar em agosto de 2022. Segundo a PF, Marilson recebia “missões” para coletar informações sobre processos e investigações envolvendo Vorcaro. Ele é descrito como líder de um grupo, a “Turma”, supostamente composto por policiais que realizavam tarefas como intimidação e obtenção de dados sigilosos, com relatos de pagamentos que chegariam a R$ 9,6 milhões. Luíz Phillipi Mourão foi preso em março deste ano e morreu por suicídio dias depois. A PF e as defesas de Daniel Vorcaro e Marilson Roseno da Silva não comentaram o caso até o momento.

Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Com informações de: PORTAL-IG
