Convenções partidárias começam a definir cenário eleitoral no Piauí; alianças ainda podem mudar

Assembleia Legislativa do Piauí

As convenções partidárias para as eleições de 2026 começaram nesta segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto, período em que partidos e federações irão oficializar seus candidatos ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, além de definir coligações para a disputa majoritária. Embora alguns nomes já estejam consolidados como pré-candidatos, o desenho final da corrida eleitoral ainda depende das decisões internas das legendas.

A principal expectativa recai sobre os dois maiores blocos políticos do Estado. A base do governador Rafael Fonteles (PT) realizará convenção conjunta no dia 25 de julho, em Teresina. A tendência é que Rafael seja homologado como candidato à reeleição, tendo como principais nomes para o Senado o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado federal Júlio César (PSD). O grupo reúne, até o momento, a federação PT/PV/PCdoB, além de MDB, PSD, Republicanos, PDT e PSB, mas ainda admite novas adesões.

Do outro lado, a oposição liderada pela federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) marcou sua convenção para 1º de agosto. O bloco deverá oficializar Joel Rodrigues como candidato ao Governo, Jeová Alencar como vice e o senador Ciro Nogueira como candidato à reeleição para o Senado. Apesar do encaminhamento político, a composição definitiva ainda depende da aprovação dos convencionais e de eventuais ajustes nas negociações entre os partidos aliados.

Entre as legendas menores, algumas chapas já estão praticamente definidas. O PSOL/Rede confirmou convenção para 24 de julho, quando deverá oficializar a candidatura do professor Gisvaldo Oliveira ao Governo do Estado, tendo a sindicalista Edilene Quinho como candidata a vice-governadora. O PSTU mantém o professor Geraldo Carvalho como pré-candidato ao Palácio de Karnak, enquanto o Novo trabalha para homologar a candidatura de Elizeu Aguiar. O Avante, Podemos, Mobiliza, Democratas, PSDB/Cidadania e Unidade Popular também já divulgaram datas para suas convenções.

Apesar desse avanço, o cenário permanece aberto. O PL ainda não definiu oficialmente sua estratégia após a retirada da pré-candidatura de Toni Rodrigues ao Governo e o rompimento político com Tiago Junqueira. A legenda ainda precisa decidir se lançará candidatura própria, apoiará outro grupo político ou concentrará esforços apenas nas disputas proporcionais e ao Senado. A decisão pode alterar o equilíbrio das forças de oposição.

Também permanecem indefinições sobre candidatos a vice-governador em algumas chapas, além da composição definitiva das candidaturas ao Senado. Como o Piauí elegerá dois senadores em 2026, a disputa tem estimulado negociações entre partidos que, em alguns casos, apoiam o mesmo candidato ao Governo, mas divergem na formação das chapas senatoriais.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), as convenções representam apenas uma das etapas do processo eleitoral. Após a homologação dos candidatos, partidos e federações deverão encaminhar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Somente depois da análise desses registros as candidaturas estarão oficialmente aptas a disputar as eleições de outubro.

Além da escolha dos candidatos, as convenções também servem para aprovar coligações, deliberar sobre estratégias de campanha, definir a distribuição de vagas nas chapas proporcionais e autorizar as direções partidárias a concluir negociações pendentes. Por isso, mesmo nomes considerados consolidados ainda podem sofrer alterações até o encerramento do calendário eleitoral.

Com convenções distribuídas entre os dias 22 de julho e 2 de agosto, o Piauí entra na fase decisiva da pré-campanha. As próximas semanas deverão consolidar as principais alianças, encerrar impasses internos e definir o cenário político que será apresentado ao eleitor nas urnas em outubro.

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