
O Piauí observa um crescimento expressivo nos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que intensifica a busca por profissionais qualificados, com destaque para os neuropediatras. Essa realidade sublinha a necessidade urgente de aprimoramento na formação médica, desde os primeiros anos da graduação até a especialização, visando assegurar diagnósticos precoces e acompanhamento eficaz para as crianças.
Nicholas dos Santos Barros, neuropediatra e professor da pós-graduação da Afya Educação Médica, ressalta que o cuidado com o desenvolvimento infantil deve ser uma prioridade desde a base da formação médica. “Áreas como a saúde da criança são cruciais. O médico precisa ter a habilidade de identificar, interpretar e avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor”, enfatiza.
Na prática, o contato inicial com o sistema de saúde nem sempre ocorre com um neuropediatra. Profissionais da atenção primária, como pediatras e médicos de família, são frequentemente os primeiros a identificar possíveis sinais. Portanto, a capacidade de distinguir um desenvolvimento típico de atrasos é fundamental para um encaminhamento adequado. A educação continuada, segundo Nicholas, é o caminho mais eficaz para garantir avaliações mais precisas e com maior sensibilidade para identificar transtornos do neurodesenvolvimento.
A formação para um diagnóstico de TEA requer um equilíbrio entre teoria e prática, além de uma abordagem humana. “O diagnóstico é desafiador, mas deve ser aliado à pesquisa, estudo, humanização e empatia. É assim que oferecemos uma assistência adequada para uma condição cada vez mais presente”, conclui o especialista. Instituições como a Afya Educação Médica investem na qualificação de médicos para atender a essa crescente demanda na saúde infantil, especialmente em áreas que exigem sensibilidade clínica e atualização constante.
