
Agentes policiais de Ohio, nos Estados Unidos, defrontaram-se com uma das situações mais graves de maus-tratos infantis já registradas no país. Na última terça-feira (30), ao cumprir um mandado de busca não relacionado a casos de negligência, os investigadores adentraram uma residência em Hamden e localizaram 16 crianças, com idades entre 18 meses e 18 anos, confinadas em um ambiente extremamente degradado.
Segundo relatos oficiais, as vítimas viviam há anos em um cômodo de aproximadamente 12 m², tomado por lixo, dejetos e condições insalubres de higiene.
O procurador-geral do estado, Andy Wilson, classificou o cenário como incomum até mesmo para os padrões americanos, destacando o isolamento severo das vítimas. Algumas das crianças, incluindo uma jovem de 18 anos com deficiência de desenvolvimento, sequer conseguiam se comunicar ou escrever o próprio nome.
Wilson descreveu o estado das vítimas como semelhante ao de “animais selvagens”, ressaltando a gravidade do abandono. Sete crianças foram encaminhadas a hospitais em Columbus, duas delas em estado crítico e transportadas de helicóptero, enquanto as demais receberam atendimento médico emergencial.
Quatro adultos — os pais Gary Siders Jr. e Christina Siders, além dos avós Gary Siders Sr. e Elizabeth Siders — foram presos sob 16 acusações de exposição de menores a riscos com agravantes. Todos declararam inocência durante a audiência inicial e tiveram fianças fixadas em US$ 300 mil cada.
O promotor do condado de Vinton, William Archer, qualificou os crimes como de segundo grau devido aos danos físicos graves, priorizando a recuperação das vítimas. O xerife do condado, Ryan Cain, comparou as condições encontradas a um cenário “repugnante”, pior que o de um curral de gado.
A investigação revelou que as crianças não tinham registros escolares nem médicos atualizados, e a família mudava constantemente de endereço desde 2008 para evitar fiscalizações, permanecendo invisível aos órgãos públicos.


Com informações de: WBNS
