Quebradeiras de coco Babaçu: ofício de mulheres é reconhecido como cultura nacional

No Piauí, a prática está concentrada principalmente em municípios das regiões Norte e Centro-Norte, onde famílias utilizam o coco babaçu para a produção de azeite, carvão, farinha, artesanato e outros produtos comercializados localmente.

O ofício das quebradeiras de coco babaçu, prática tradicional de milhares de mulheres em quatro estados brasileiros, foi oficialmente reconhecido como manifestação da cultura nacional. A sanção da Lei nº 15.431, publicada em 10 de junho no Diário Oficial da União, oficializa a importância dessa atividade extrativista para a geração de renda e a preservação de costumes. A norma abrange os estados do Piauí, Maranhão, Tocantins e Pará, onde a atividade é fonte de sustento para diversas comunidades.

No Piauí, a concentração de quebradeiras de coco babaçu se dá nas regiões Norte e Centro-Norte. Essas trabalhadoras utilizam o coco para a produção de uma variedade de itens, como azeite, farinha, carvão e artesanato, que são posteriormente comercializados em mercados locais. A nova legislação vem ao encontro de anos de luta de organizações sociais e movimentos de trabalhadoras extrativistas, que buscam a valorização e a proteção dessa importante atividade econômica e cultural.

Além do impacto econômico direto, o trabalho das quebradeiras de coco babaçu desempenha um papel crucial na conservação ambiental e na manutenção de tradições culturais enraizadas nas zonas rurais. O reconhecimento nacional promete aumentar a visibilidade da profissão e reforçar a contribuição dessas mulheres para a economia do campo, a gestão sustentável dos recursos naturais e o patrimônio cultural do Brasil.

Com informações de: AGBR

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